Menino inteligente, levado e sapeca, como todo garoto da sua idade, Ribeirinho gostava mesmo era de criar idéias e ficava imaginando como seria Ribeirão daqui alguns anos. Adorava ir à chácara do avô, subia no pé da mangueira e passava horas deitado, sonhando acordado, olhando as nuvens do céu. Na chácara tem um lindo pomar, tem caqui, mexerica, acerola, graviola, goiaba, laranja e entre outros mais, que não me recordo agora. Já era primavera e no desabrochar das flores, a chácara ficava toda florida e os pássaros que faziam sua a cantoria nos botões das flores.
Ribeirinho sonhava acordado no pé da mangueira, imaginando um mundo melhor. Queria que as casas fossem coloridas como arco-íris no céu, trazendo alegria às crianças como um carrossel; que existissem muitos parques pelas cidades, para correr, pular, jogar bola e andar de bicicleta. Que as pessoas fossem mais humanas umas com as outras, que não existisse mais brigas, que os carros fossem a ar para não existir mais a poluição na cidade, que os trens percorressem por toda Ribeirão diminuindo o trânsito na cidade.
Mas Ribeirinho sabia que o avanço da tecnologia estava chegando em sua cidade e que estava entrando na casa de muitos amiguinhos, e eles estavam passavam horas no computador, na internet e muitos estavam perdendo o gosto pelos estudos, pelos livros e pelas brincadeiras que faziam nas ruas de Ribeirão. Estava sem seus amigos agora para brincar, porque todos estavam conectados, não existiam mais brincadeiras nas ruas e nem nos parques, porque tudo estava mudado.
Sua mãe gritou: Ribeirinho, desce do pé dessa árvore, menino, e venha almoçar. Ribeirinho deu um pulo e saiu saltitante e pensou: ainda bem que isso é só minha imaginação. O que seria de nós, crianças, sem as nossas brincadeiras de infância?!
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