Quando se fala em futuro, todo mundo logo pensa em um mar de tecnologia. É carro que voa, celular que frita ovo, robôs ocupando nosso cargo na empresa. Eu imagino uma cidade cinza. O concreto consumindo todo o verde, mendigos sendo completamente ignorados – já que eles não irão voar – e crianças sempre na frente da tv ou no computador, dia e noite sem parar.
Resultado: futuros obesos, artistas fracassados, pessoas sem criatividade. Mas antes ficarem em casa (se bem que tv e computador já andam por aí sem fio, na boa), já que a violencia estará demais. Crianças matando crianças, crianças matando adultos e adultos matando crianças. Nem enchente haverá, pois não choverá. O mundo visto por dentro será cinza e, por fora, beje, cor de areia, sem vida.
Ah, mas peraí. Essa redação é sobre a cidade dos meus sonhos e a cidade dos meus sonhos é bem diferente disso tudo. Ela é bonita, é leve, é cheirosa. A rotina será acordar toda manhã e comer uma fruta do pomar do nosso quintal e, quem sabe, plantar mais uma árvore. Pegar a bicicleta e ir pro trabalho. No caminho, encontrar uma floresta nas calçadas, ruas e avenidas.
Vários parques e pessoas com seus laptops debaixo de uma árvore e, quem sabe, ao invés de perderem seu tempo no orkut, estivessem no site do Greenpeace. A cidade seria colorida, sem pichação, e apenas grafite. Várias cores, desenhos e formas. As crianças com seus skates, patins e gibis por aí, sem medo da violência. Haverá respeito no trânsito, nas ruas e em casa.
Essa é a cidade dos meus sonhos. E acredito que dos sonhos de várias outras pessoas também. E sonhos podem se tornar reais: basta acreditar e fazer com que se tornem, para que o tempo não nos leve para onde não queremos ir.
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